Vamos lá: eis que no meu horário de almoço eu dou um pulo na TKMaxx pra comprar presentes prazamiga de natal atrasado. Chego lá e me deparo com essa linda, maravilhosa e GIGANTE caixa (mais um baú) feito de palha.
Olho pra caixa, a caixa olha pra mim.
Daí pára uma mulher do meu lado e olha pra caixa.
E eu olho pra mulher e olho pra caixa e penso: ou vai ou racha.
Eu ponho a mão na caixa primeiro.
Agora a caixa é minha.
HA!
Ok, legal.
Como é que a pqp eu vou levar essa caixa pra casa? Erm, primeiro, eu vou chegar com essa caixa no trampo... como eu vou subir as escadas com ela?
Tarde de mais, eu pus a mão na caixa, agora eu e caixa somos 1.
Posiciono a caixa e vou carregando ela até o caixa para efetuar o pagamento da bendita, claro, inevitavelmente, perguntas do tipo WTF? e "precisa de ajuda pra levar a caixa ao seu carro" ocorrem. Para o delírio e entreterimento pessoal da caixa, eu disse que não apenas eu estou carregando o trambolho até o serviço, que não é tão longe, mas precisarei enfrentar idosos e mulheres com seus rebentos nos carrinhos e adolescente em busca de risos, no trajeto, mas também irei levar o objeto de minha vaidade NO TREM até Telford. A mulher quase se mijou com a imagem.
Anyway, too late.
Cato a caixa e vou, lyndja, ma-ra-vi-lho-sa, caminhando o shopping inteiro até a saída, com olhares de incredulidade e pessoas apontando o dedo, para a mais nova "crazy lady with the box" de Shrewsbury.
Saio no calçadão, mais olhares. Mas eu, que sou mais eu, e agora mais caixa, só tenho como consolo o fato que nesta caixa ENORME esconderei todos os meus sapateeeenhos lyndjos.
Chego no estudio, largo a caixa no banheiro, que fica no primeiro andar e volto para a minha labuta.
Recebo um email enviado pra todos no estudio perguntando se a caixa no toilete feminino é lixo.
Sim, alguém quer se apoderar de minha propriedade, do meu mais estimado bem *do momento*.
Mando email advertindo a todos: "Touch it and DIE" e ainda contei que a mesma vai passear de trem.
Claro, chega 5:30 e o povão do estúdio quer ver como vai ser essa caminhada.
E lá vai ela, bunita, formosa. Com a caixa.
E as *amigas de auditório* aplaudem.
Colega de serviço que pega trem comigo nem se prontifica a me ajudar a carregar a caixa: não quer o embargo do embaraço.
:: o ponto B é o ponto de início e o A o final::
E lá vamos nóis, subindo o morro, numa das áreas mais movimentadas de Shrewsbury, de volta ao meu aconchego.
Depois da longa caminhada, tendo que pedir licensa aos cidadãos desavisados e vendo pessoal tendo que mudar de calçada, chegamos ao nosso destino.
Na estação é que começa a verdadeira comédia: o povo querendo saber o que tem na caixa.
Minhas respostas:
1) um anão que não quer pagar a passagem;
2) cinco imigrantes ilegais;
3) tô traficando criança;
4) eu não sei, um cara pediu um favor pra eu levar ela no trem. Mas esse cheiro de polvora e esse tic-toc tá começando a me incomodar.
Sim, essas foram respostas são verídicas.
No trem, o alvoroço, povão vindo bater papo e gerando piadinhas, todas as em torno do que tem na caixa. Eu nunca ri tanto e conversei com tanta gente por causa de uma bendita ENORME caixa.
Eu fui, com certeza, o elefante rosa nas ruas de Shrewsbury naquela sexta.
Chego em Telford e, na estação, marido esperando. Olha pra mim com a caixa e nem sai do carro.
Em casa, criançada em polvorosa. Sem perder tempo, só esperam o momento em que coloco a bichinha no chão.
Se apoderam da caixa e a ela dão uma nova função:
Mas claro que agora a caixa já está cheia de sapatos.



[ a house of ratotinhos ] é um 












1 comments:
testando!
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